terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Love is the fire / Amor é fogo

Love is the fire that burns beyond sight,
The painful wound that feels no sting,
The well-contented discontentment,
The pain that maddens without hurting;

It is not wanting more than a great want;
It wanders lonely through crowds of us,
Its joy never brings its own contentment;
It is care that gains itself in its loss;
 

You will wish to be trapped in its prison,
You will bow to its conquest, the victor;
Our loyalty our killer’s possession.

But how does it place its own favour
In the hearts of each dear human lover,
If this love is its own opposition?




This is my own translation (and some slight rephrasing to work better as verse in English than a bland literal prose translation) of the sonnet "Amor é fogo," by Luís Vaz de Camões (1524 -1580). Camões is often thought of as the Portuguese equivalent of Shakespeare; and much like Shakespeare's sonnets in English, this remains one of the most popular love verses in the Portuguese language. The original follows beneath.





Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;


É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;


É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.


Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


Luís Vaz de Camões (1524 -1580)

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